Córnea
Início/Doenças da córnea
Doenças da córnea
A córnea é a primeira lente do olho. Quando ela muda, a imagem muda junto.
Esta página explica o que a córnea faz, quais condições costumam afetá-la, que exames mostram cada uma delas e como os tratamentos se diferenciam conforme o diagnóstico.
Conteúdo informativo. Cada olho é diferente, e nada aqui substitui a avaliação presencial.
O que é
A primeira lente do olho
A córnea é a estrutura transparente que fecha a frente do olho, com cerca de meio milímetro de espessura no centro.
Ela não tem vasos sanguíneos, e é justamente essa ausência que a mantém transparente. Também não é apenas uma janela: a córnea responde por cerca de dois terços da capacidade de focalizar do olho. Qualquer mudança na sua curvatura, na sua espessura ou na sua transparência altera a imagem que chega à retina.
São cinco camadas, e cada uma adoece de um jeito diferente. Por isso o diagnóstico preciso pesa tanto aqui: duas pessoas com a mesma queixa de visão embaçada podem ter problemas em camadas distintas, com tratamentos que não se parecem em nada.
- Córnea
- A lente externa transparente. É por ela que a luz entra no olho.
- Cristalino
- A lente interna. É ela que perde a transparência na catarata.
- Retina
- O tecido onde a imagem se forma e é enviada ao cérebro.
Condições
As condições que mais afetam a córnea
Algumas evoluem em anos e quase não dão sinal. Outras se instalam em dias e são urgência. A diferença entre elas é o que a avaliação precisa estabelecer.
Ceratocone
A córnea afina e vai assumindo um formato mais cônico. A visão fica distorcida e o grau muda com frequência, sobretudo o astigmatismo. Costuma se manifestar na adolescência ou no começo da vida adulta e pode progredir. O acompanhamento com exames de imagem é o que permite identificar a progressão a tempo de agir.
Distrofias da córnea
Alterações de origem genética que costumam afetar os dois olhos e evoluir lentamente. Conforme a camada atingida e o estágio, podem causar embaçamento, sensibilidade à luz ou episódios de dor ao acordar.
Ceratites: infecções e inflamações
Infecções por bactérias, vírus, fungos ou protozoários. Dor, vermelhidão, sensibilidade à luz e queda rápida da visão são sinais de alerta. O uso inadequado de lentes de contato é um dos fatores de risco mais comuns. Pede avaliação imediata.
Cicatrizes e opacidades
Marcas deixadas por traumas, infecções ou cirurgias anteriores. Conforme a localização e a profundidade, podem reduzir a transparência e comprometer a visão de forma permanente.
Alterações da superfície ocular
Olho seco e disfunção das glândulas responsáveis pela camada oleosa da lágrima. Ardência, sensação de areia e visão que oscila ao longo do dia, melhorando ao piscar. É a queixa mais frequente do consultório e uma das mais subestimadas.
Degenerações
Alterações ligadas à idade ou à exposição ambiental, como o pterígio, aquela membrana que avança sobre a córnea a partir do canto do olho, associada à exposição ao sol e ao vento.
Exames
Como a córnea é avaliada
A lâmpada de fenda mostra muita coisa, mas não mede. Os exames de imagem existem para transformar o que se vê em número, e é o número que permite comparar hoje com o ano passado.
Topografia e tomografia de córnea
Mapeiam a curvatura e, no caso da tomografia, também a espessura e a face posterior. São os exames que identificam o ceratocone cedo e acompanham a sua progressão.
Paquimetria
Mede a espessura da córnea. Entra no diagnóstico do ceratocone, no planejamento de procedimentos e na leitura correta da pressão intraocular.
Microscopia especular
Conta e analisa as células do endotélio, a camada mais interna, responsável por manter a córnea desidratada e transparente. Essas células não se multiplicam, e por isso a contagem importa.
Avaliação da superfície ocular
Testes de produção e de estabilidade da lágrima, além da análise das glândulas palpebrais.
Tratamentos
O tratamento segue o diagnóstico
Não existe tratamento para doença da córnea. Existe tratamento para aquele diagnóstico, naquele estágio, naquele olho.
Clínico
Colírios, lubrificantes, controle da inflamação e tratamento das infecções. Resolve boa parte dos casos de superfície ocular e é a base do tratamento das ceratites.
Óptico
Óculos e lentes de contato especiais, incluindo as rígidas e as esclerais, que devolvem uma superfície regular a córneas irregulares.
Crosslinking
Procedimento que reforça as ligações do colágeno da córnea, com o objetivo de estabilizar a progressão do ceratocone. Não corrige o grau: procura impedir que ele continue piorando.
Anel intraestromal
Segmentos implantados na espessura da córnea para regularizar o formato, em casos selecionados de ceratocone.
Transplante de córnea
Substituição do tecido doente por tecido doador. Quando é possível, troca-se apenas a camada comprometida em vez da córnea inteira.
A indicação de cada um depende dos exames e do momento da doença. Um mesmo diagnóstico pode pedir condutas diferentes em dois momentos distintos.
Sinais
Quando procurar avaliação
Procure uma consulta caso perceba:
- Dor ocular
- Vermelhidão persistente
- Sensibilidade excessiva à luz
- Visão embaçada ou distorcida
- Mudanças frequentes de grau, principalmente do astigmatismo
- Sensação de areia ou de corpo estranho
- Halos ao redor das luzes
- Secreção
Se você usa lentes de contato e sentiu dor, vermelhidão ou queda de visão, tire as lentes e procure avaliação no mesmo dia.
Perguntas
Perguntas frequentes
Ceratocone tem cura?
Não existe um tratamento que devolva à córnea o formato original.
O que existe hoje são recursos para estabilizar a progressão e para recuperar a qualidade da visão. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais opções há sobre a mesa.
Quem tem ceratocone pode usar lente de contato?
Em geral sim, e muitas vezes é a lente que devolve a visão nítida.
O tipo é escolhido conforme o formato da córnea. Lentes rígidas e esclerais são comuns nesses casos, porque criam uma superfície regular sobre uma córnea irregular.
Coçar o olho faz mal?
Faz. O ato repetido de coçar com força está associado à progressão do ceratocone.
É uma das orientações mais simples do acompanhamento e uma das mais importantes. Quando existe coceira persistente, ela também precisa ser investigada e tratada.
Olho seco tem tratamento?
Tem, e não é um colírio qualquer.
O tratamento depende de qual parte da lágrima está falhando: a camada aquosa, a oleosa ou a estabilidade do filme. Isso se identifica no exame, e a conduta muda conforme a resposta.
O transplante de córnea pode ser rejeitado?
A rejeição é possível, e é por isso que o acompanhamento depois de um transplante é longo.
As técnicas que substituem apenas a camada doente, em vez da córnea inteira, tendem a apresentar menos rejeição.
Uso lente de contato e nunca tive problema. Preciso de consulta?
Sim. Boa parte das complicações relacionadas às lentes começa sem sintoma nenhum.
A consulta periódica avalia a superfície ocular e a adaptação antes de a queixa aparecer.
Continue
Contato
Uma avaliação da córnea começa por entender a sua queixa
Se a sua visão mudou, distorceu ou incomoda, agende uma consulta.
- Consultório
- Rua Os Dezoito do Forte, 1098
Centro, Caxias do Sul — RS - Telefone
- (54) 3228-2133
WhatsApp (54) 99122-6616 - Atendimento
- Segunda a sexta
das 8h às 12h
e das 13h30 às 18h